Num dia herói, noutro profunda decepção. O nadador americano Ryan Lochte viu a carreira conquistada durante anos afundar quase tão rápido quanto seus próprios feitos nas piscinas. O atleta olímpico é acusado de mentir ao dizer que teria sido assaltado durante as Olimpíadas quando as investigações da polícia apontam ao contrário. Lochte e outros aletas seriam os autores de uma confusão em um posto de combustíveis. O caso ganhou repercussão internacional.
Hoje, alguns dias depois do Lochtegate ter sido divulgado, os holofotes da grande imprensa já estão em outra direção. Mas foi suficiente para fazer com que o atleta não só caísse em desgraça, como também perdesse quatro patrocínios. Prejuízo estimado em 1 milhão de dólares. E a imagem pessoal devastada pela execração pública.
Diante disso, é possível aprender algo com o caso Lochte? A lição que sobressai é de que ninguém está livre, ou acima da lei, para fazer o que bem entender. Basta um deslize para correr o risco de ver a imagem pessoal arruinada. Sendo ou não uma celebridade.
Trazendo para nosso cotidiano, pense no risco ao postar nas redes sociais conteúdo duvidoso. Há casos e casos em que uma “simples brincadeira” torna-se viral. E uma vez na rede, sempre na rede.
Em tempos tecnológicos, nos esquecemos que hoje há câmeras para todos os lados, capazes de, em alguns segundos, tornar nossas vidas um inferno.
Esses são alguns exemplos para reforçar a ideia de que devemos “andar na linha”, mesmo sendo um conceito muito discutível. Contudo, agir corretamente aparenta ser o melhor caminho, ainda mais num mundo em que os olhos e ouvidos estão cada vez mais aguçados. Cuidar da Imagem Pessoal requer atenção plena. E Ryan Locthe nos ensinou, da pior maneira, que mentir é nadar contra a corrente.
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